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Manobras perigosas por veículos de passeio causam 10 acidentes por mês em BRTs

Conversões proibidas e avanços de sinais impactam operação e tiram articulados de circulação

Na manhã desta segunda-feira, dia 13, um veículo de passeio colidiu com um articulado nas proximidades da estação Ilha de Guaratiba. O acidente, sem vítimas, foi a quarta ocorrência desse tipo em 2020. Em janeiro de 2019, foram 13 batidas contra ônibus do BRT devido à imprudência de motoristas que insistem em realizar retornos improvisados e avanços de sinais. O comportamento perigoso, além de causar acidentes, impacta diretamente a operação do BRT no dia a dia com atrasos e a retirada dos veículos para manutenção.

Somente em 2019, o Consórcio BRT Rio registrou uma média de 10 acidentes por mês causados por estas infrações de trânsito praticadas por motoristas de veículos de passeio. Em dezembro, foram 12 ocorrências. O índice de acidentes por milhão de quilômetros rodados, projetado com média de 3 acidentes por mês, chegou a 6,25 em maio, mês com maior número de ocorrências em 2019. Foram 15 ônibus atingidos por veículos de passeio naquele mês.

Um risco não apenas para o motorista comum, mas para os passageiros dos ônibus. Apesar de trafegar em velocidade inferior àquelas das faixas para automóveis, um veículo de BRT tem peso consideravelmente maior do que os ônibus convencionais e por isso precisa de mais tempo e espaço para realizar a frenagem total, o que torna a conversão proibida nas pistas exclusivas ainda mais perigosa. O Consórcio BRT Rio lembra que a circulação de qualquer outro veículo, que não os ônibus articulados, pelas pistas do BRT, além de acarretar um risco enorme de acidentes graves, descaracteriza esse modal de alta capacidade, que conta com os corredores exclusivos para alcançar seu principal objetivo: o transporte rápido de passageiros. O prejuízo causado por motoristas de carros de passeio que não respeitam as regras de trânsito, circulam pelas pistas exclusivas, fazem conversões proibidas ou avançam sinais, provocando frequentes bloqueios nos corredores, vão além dos danos aos articulados.
Os constantes acidentes impactam o planejamento e os intervalos entre os serviços, afetando a operação com desvios, por exemplo. Nestas situações os articulados são obrigados a circular momentaneamente fora da pista exclusiva, o que acarreta a diminuição da velocidade e a dependência do fluxo do tráfego local. Os efeitos também são sentidos na lotação dos veículos. Os danos causados aos articulados determinam quanto tempo ele deverá ficar na garagem para fazer os reparos necessários, sendo um veículo a menos nas ruas. Se a gente levar em consideração que um articulado carrega em média 180 pessoas e faz também em média 7 viagens por dia, são mais de 1.200 pessoas que vão lotar outros ônibus, a cada dia que esse articulado estiver na garagem em manutenção. Em colisões, dependendo da avaria causada no veículo, ele pode ficar mais de um mês fora de circulação.

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