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Oito mil mulheres terão diagnóstico de câncer de mama até dezembro no Rio

O recomeçar de mulheres que nunca desistiram. Em comum, além do câncer de mama, histórias de superação. A doença, que, segundo estimativas de Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), terá 8.380 novos casos em 2015, somente no Rio de Janeiro, é tema de duas exposições no subsolo do Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca. Numa delas, em parceria com o INCA, a história do câncer de mama da Antiguidade até os tempos atuais. Na outra, a beleza e a sensualidade, em fotos, de quem passou pelo tratamento e deu a volta por cima.

O evento, que começa na quinta-feira, abre a campanha Outubro Rosa no Consórcio BRT. Durante um mês, os passageiros vão saber mais sobre tratamentos, diagnósticos e autoconhecimento. Serão distribuídos panfletos da Secretaria Municipal de Saúde, que vai atuar com agentes comunitários no terminal, e brindes. Além disso, haverá uma parede para que os passageiros deixem mensagens em prol da campanha e um ambiente de lounge, onde serão exibidos num telão depoimentos de mulheres que superaram a doença.  Trabalhamos com pessoas. Diariamente, 50 mil pessoas passam pelo Alvorada. Temos o compromisso de não apenas transportá-las, mas de dar acesso à informação e promover conscientização, afirmou a diretora de Relações Institucionais do BRT, Suzy Balloussier.

Estimativas do INCA revelam que, no Brasil, somente este ano, são esperados  57.120 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,09 casos a cada 100 mil mulheres.Na exposição ‘A mulher e o câncer de Mama”, com 22 painéis, com cerca de um metro cada um é possível, por exemplo, saber como o tema era tratado no Egito, na arte e na emancipação feminina. O evento detalha os primeiros passos da cirurgia de mama até os procedimentos mais modernos.

Já as fotos sensuais são do Projeto Pérolas, coordenado pela produtora de arte Mel Masoni, tem apoio da Sociedade Brasileira de Mastologia Em 2014, tive contato com uma mulher fez mastectomia. Ela havia passado por um processo longo e doloroso, físico e emocionalmente. Através do relato dela, senti muita vontade de conhecer mais essas mulheres e suas histórias contou Mel. Uma das fotografadas é a professora de Biologia Márcia Pinto, 42 anos, que há cinco identificou um nódulo ao apalpar as mamas. Para ela, posar foi muito mais do que um ato de autoestima. “É preciso olhar o câncer de mama de uma outra maneira. A médica que eu tinha na época nunca havia me pedido um exame. Ela falava sempre que era displasia (desenvolvimento anormal dos tecidos). É preciso aceitar que a doença é uma fase e vai passar”, contou Márcia.

MAIS DETALHES (Fonte INCA)
Para o Brasil, em 2015, são esperados 57.120 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,09 casos a cada 100 mil mulheres.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama feminina é o mais comum nas mulheres das regiões Sudeste (71,18/ 100 mil), Sul (70,98/ 100 mil), Centro-Oeste (51,30/ 100 mil) e Nordeste (36,74/ 100 mil). Na região Norte, é o segundo tumor mais incidente (21,29/ 100 mil).

O Rio de Janeiro é estado brasileiro em que este tipo de câncer é mais frequente (96,47/ 100 mil) e sua capital está em segundo entre as capitais, com risco estimado de 115,99 casos a cada 100 mil mulheres.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, nos anos 2012, 2013 e 2014, 30% das mulheres agendadas no Rio Imagem não compareceram para realizar mamografia. Além disso, 10% das mulheres que fizeram o exame não voltaram para buscar o resultado.

SERVIÇO
Serviço
Outubro Rosa no BRT
Exposições:  Projeto Pérolas e  A Mulher e o Câncer de Mama no Brasil  
Data: 1º a 31 de outubro
Local: Subsolo do Terminal Alvorada, Barra da Tijuca
Horário:  permanente
Entrada Franca

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