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Gasto com vandalismo no BRT já chega a R$ 1,25 milhão em 2015

O vandalismo nas estações do BRT já custou, somente este ano, um gasto de R$ 1,25 milhão ao Consórcio BRT. Mais da metade dos atos de depredações foram provocados por ambulantes, como retaliação às ações de combate à venda irregular de mercadoria. Somente no mês passado, foram gastos R$ 40 mil para fazer reparos nas estações que ficam nos trechos entre Praça Seca e Vicente de Carvalho, no Transcarioca, e Bosque da Barra e Pontões, do Transoeste. O valor não inclui a mão de obra.
No ranking das estações que mais sofrem rotineiramente com vandalismo estão Salvador Allende, Mercadão de Madureira, Recreio Shopping e Vila Kosmos.  Um dos principais alvos de reclamações dos passageiros nas redes sociais do BRT, os ambulantes agem quase sempre em grupos. Eles quebram, principalmente, os mecanismos das portas automáticas, por onde entram sem pagar passagem, e as câmeras de segurança das estações, para dificultar as ações de repressão ao comércio ilegal.  Os registros dos danos são feitos pelo BRT nas delegacias das respectivas áreas. Além disso, ameaçam os funcionários do Consórcio, o que se configura crime, de acordo com artigo 147, do Código Penal. A pena é detenção de um a seis meses ou multa. No caso de destruição do patrimônio de empresa concessionária de serviços públicos, o crime é de dano qualificado e a pena é de seis meses a três anos e multa.
No último dia 13, um ambulante destruiu parte da estação Rio 2, do Transcarioca. Identificado como Toinho, ele quebrou três conjuntos de portas com socos e pontapés, após ter sua mercadoria apreendida pela Guarda Municipal, que estava atuando fora da estação. No momento da ação, vários passageiros estavam no local. Vale lembrar que o artigo 37, do Decreto 32843/2010, determina que o “auxiliar de transporte não deve permitir a prática de mendicância e a venda de objetos ou alimentos no interior do veículo”.
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