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Especialistas discutem desafios do sistema BRT

Transportar 600 mil passageiros por dia em dois corredores expressos, que totalizam 105 estações distribuídas ao longo de 95km, é um desafio em constante evolução. Por isso, o BRT Rio promoveu o workshop BRTData, uma série de encontros que reuniu jornalistas e professores de engenharia de transportes para palestras com especialistas internacionais em implantação, operação e desenvolvimento de corredores BRT.  Juan Carlos Muñoz, diretor do Centro de Excelência em BRT da PUC do Chile e Luis Antônio Lindau, diretor da ONG Embarq Brasil, que ajuda os governos a desenvolverem sistemas de transporte, debateram durante dois dias a eficiência, rapidez, capacidade de transporte e o futuro do BRT no Rio de Janeiro.

No encontro com os jornalistas, Muñoz ressaltou que o BRT reúne o melhor de dois mundos: a principal qualidade do metrô, a faixa exclusiva, e a melhor característica do ônibus: a possibilidade de descer de um coletivo e pegar outro para mudar de rota. “O BRT no Rio vai melhorar muito em qualidade quando todos os corredores estiverem operando. Um ônibus do Transcarioca vai poder entrar no corredor Transolímpica e fazer uma viagem direta de Madureira ao Recreio sem precisar entrar no Terminal Alvorada. Esse é apenas um exemplo dos muitos benefícios que a interoperabilidade vai proporcionar aos usuários”, disse.

Luís Antônio Lindau, diretor da ONG Embarq Brasil, apresentou o site BRTData, que reúne dados sobre os sistemas BRT, BHLS (Ônibus de Alto Padrão)  e faixas prioritárias de 190 cidades em cinco continentes. O site é um banco de dados público que pode ser acessado em inglês, português e espanhol. “O Brasil tem 33 cidades com corredor ou faixa exclusiva para ônibus, totalizando 11, 5 milhões de passageiros. O país ocupa uma posição bastante importante no cenário mundial quando o assunto é o transporte por ônibus com faixa exclusiva”, declarou.

Eva Vider, professora de engenharia de transportes na Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, acredita que o BRT mudou a maneira do carioca andar pela cidade. “É uma verdadeira mudança na mobilidade na cidade do Rio de Janeiro. Bairros que antes estavam muito distante ou não tinham ligação agora estão unidos. Através de algumas integrações no terminais, usando o Bilhete Único, uma pessoa pode sair de Campo Grande e chegar em Cascadura com apenas uma passagem. Pode sair do Galeão e chegar no Irajá de uma forma rápida e segura, coisa que antigamente não era possível”, conclui.

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