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BRT recebe visitantes de São Paulo

Um grupo de 50 pessoas formado por empresários, prefeitos, técnicos em transporte e integrantes da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) de São Paulo foi recebido no último sábado pela direção do Consórcio BRT para conhecer os métodos de implantação e gerenciamento do corredor Transoeste. Durante a visita, eles viajaram no ônibus super articulado, com 23 metros de extensão e capacidade para 200 pessoas. O grupo conheceu a estação Golfe Olímpico e o retorno operacional da estação Mato Alto.

Em uma das salas do Centro de Controle Operacional, no Terminal Alvorada, o grupo conheceu detalhes do planejamento, construção e administração do Consórcio BRT, que gerencia o corredor Transoeste. Na apresentação, o gerente geral do BRT, Alexandre Castro, falou sobre a melhoria na mobilidade com o sistema, principalmente para os moradores da região de Santa Cruz, que antes da implantação do BRT gastavam 2h30 no trajeto até a Barra. Atualmente, com o serviço direto, sem paradas, o tempo de viagem foi reduzido a 39 minutos.

O gerente geral do BRT ressaltou a importância da comunicação com os usuários por meio das redes sociais, que facilita a identificação das demandas e o atendimento as necessidades dos passageiros ou das estações com mais agilidade. “O sistema é inteligente. Funciona 100% com bilhetagem eletrônica para que o embarque seja mais rápido. Os ônibus circulam em faixas exclusivas, que privilegiam o transporte coletivo. As estações têm grande acessibilidade com rampas e o embarque no veículo é feito no mesmo nível da plataforma. O controle do BRT é todo ele centralizado. Os ônibus alimentadores ainda permitem que os passageiros completem o percurso até outras localidades depois de pegar o BRT, pagando apenas uma passagem com o Bilhete Único”, afirmou Alexandre Castro.

Os visitantes também conheceram o plano de expansão do BRT no Rio de Janeiro, que até 2016 ganhará os corredores Transbrasil, Transolímpica e Transcarioca. “No Transbrasil nós teremos a previsão é de carregamento de 900 mil passageiros” disse Alexandre Castro.

Na sala do Centro de Controle e Operação (CCO), o grupo chegou ao coração do BRT. O telão de 14 metros, onde os operadores visualizam os deslocamentos da frota composta por 194 ônibus e as imagens geradas por mais de 250 câmeras, em tempo real, impressionou os visitantes. O presidente da EMTU, Joaquim Lopes da Silva Junior, explicou que em São Paulo três corredores para ônibus, totalizando 60km, devem ficar prontos até o fim de 2014, e quatro projetos para BRTs estão em andamento. “É fundamental para a nossa equipe conhecer experiências semelhantes às que queremos implantar. O Rio de Janeiro é hoje uma referência importante tem termos de experiência com o BRT. Detalhes capitais para o sucesso do corredor como informação, comunicação, embarque e desembarque, que funcionam muito bem aqui estão sendo observados pela nossa equipe”, confirmou o presidente da EMTU.

Depois da palestra no CCO, o grupo seguiu para o Terminal Alvorada onde embarcou no ônibus super articulado, com capacidade para 200 passageiros. Eles conheceram a estação Golfe Olímpico e o retorno operacional da estação Mato Alto. Acir Fillus, prefeito de Ferraz de Vasconcellos, que fica na região metropolitana de São Paulo, ficou empolgado com a experiência no BRT Transoeste. Ele vive a expectativa da cidade receber uma das linhas de BRTs que serão implementadas em São Paulo. “A gente percebe a evolução e a profissionalização do sistema em funcionamento aqui no Rio de Janeiro”, declarou o prefeito.

O número de solicitações de visitas ao Consórcio BRT tem crescido muito nos últimos meses, segundo o gerente geral do BRT. “Mesmo com pouco mais de um ano de operação, o corredor Transoeste revela-se como uma importante referência no que se refere a sistemas de BRT em nosso país. Temos uma operação ágil, focada em padrões de eficiência que chamam a atenção de profissionais de transporte e do público em geral. Temos recebido uma média mensal de cinco a seis visitas ao nosso Centro de Controle Operacional (CCO). São comitivas oficiais de representantes de prefeituras do Brasil e do exterior, operadores de transporte, grupos de estudantes, pesquisadores, imprensa e população em geral. Quando o prédio do CCO tiver sua construção concluída, teremos melhores condições de receber os visitantes e já estamos trabalhando na formatação de um projeto de visitas guiadas com esta finalidade”, explicou Alexandre Castro.

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