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Acessibilidade do BRT melhora experiência de público do Rock in Rio

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A estreia da cantora Pink no Rock in Rio foi o que levou Maelly de Sousa a pegar um avião em Brasília e aterrissar em solo carioca neste primeiro fim de semana de outubro. A assistente administrativa se hospedou no bairro de Copacabana e optou pelo transporte público para ir até a Cidade do Rock. Mas, não foram somente a facilidade e a rapidez do metrô e do BRT que fizeram Maelly escolher estes modais para ir ao festival. A jovem de 23 anos prestou atenção na acessibilidade destes meios de transporte.

Maelly de Sousa possui uma neuropatia que reduz sua capacidade de locomoção e se surpreendeu com o atendimento do BRT em sua ida ao maior festival de música do mundo. “Fui muito bem assistida pela equipe na troca do metrô para o BRT e ainda tinha uma van lá do desembarque do BRT até a entrada do evento. Foi uma ótima experiência e fiquei muito feliz porque não tive nenhuma dificuldade para chegar ao Rock in Rio”, destacou a jovem que está no seu último ano da faculdade de psicologia. Um outro ponto positivo apontado por ela foi o trabalho da equipe de orientadores que davam as informações necessárias para todo o público nos terminais.

“O sistema BRT é um modal concebido para ter acessibilidade total em suas estações, terminais e ônibus articulados. As estações possuem rampas de acesso, piso tátil, catracas para pessoas com deficiência e possibilitam embarque em nível. Os terminais contam com elevadores. Ele é um transporte para todos, sem exceção”, destacou o presidente executivo do BRT Rio, Luiz Martins.

Todos os articulados ainda têm dispositivos para facilitar o embarque de cadeirantes e espaço para abrigá-los no seu interior, além de piso antiderrapante, sinalização sonora e visual.

O cenário também não era diferente dentro do Parque Olímpico. O Rock in Rio contou com uma robusta estrutura de acessibilidade que contemplou estacionamento e banheiros exclusivos, oficina para reparos em cadeira de todas e até tirolesa adaptada. Quem idealizou cada detalhe deste planejamento foi Thiago Amaral, líder da equipe de PNE (portadores de necessidades especiais) na edição de 2019.

“Há necessidade de inclusão porque existe a exclusão. E a exclusão, muitas vezes, vem do próprio cadeirante, que deixa de participar de algo por achar que não será recebido adequadamente. Trabalhamos para garantir o maior conforto possível. Em minhas pesquisas, nunca vi um festival com um olhar tão especial para isso quanto o Rock in Rio. É com certeza uma porta de entrada para outros festivais voltarem sua atenção para as pessoas com necessidades especiais”, ressalta sempre o jovem de 27 anos que é cadeirante desde 2011.

Mas nem tudo são flores quando o assunto é acessibilidade. Há uma série de desafios a serem enfrentados pelos portadores de deficiência no dia a dia. Para Maelly falta conscientização e solidariedade por parte da população. “A conscientização das pessoas ainda é algo bem complicado. Meus amigos tiveram que pedir para alguém levantar para que eu pudesse sentar. Algumas pessoas são solidárias e outras fingem não nos veem”.

Perguntada se voltará ao Rock in Rio outras vezes, Maelly é enfática. “Foi muito mágico tudo o que vivi lá. Com certeza foi a minha primeira de muitas!”

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